Vestuário para mochilão no inverno.

June 10th, 2009 por Eber Guny

 

vestuario-mochileiro.jpg

Imagem 1 de 1

 

Mesmo no Inverno, muitos de nós não perdemos a oportunidade de nos mantermos nas aventuras pelo mundo.

 

Porém, quando o frio apertar e a chuva ameaçar encharcar é melhor estarmos preparados com os equipamentos essenciais para não transformarmos bons momentos em um martírio.

 

Deixemos assim as desculpas e vamos nos equipar corretamente para enfrentar os dias frios e/ou chuvosos que o Inverno nos oferece.

 

Nestas situações, prepare-se para virar uma cebola e vestir-se em camadas!

 

1ª Camada (deixar a pele seca, equilíbrio da temperatura do corpo):

Camisa Underwear /calça Underwear /meia Underwear /luva Underwear

 

Underwear= Também conhecida como “Segunda Pele” é usada em contato direto com a pele, grudada mesmo. Ela é como uma pele extra (muito útil em certas condições climáticas). Possui tramas especiais cuja superfície interna absorve o suor da pele transportado-o para a camada externa do tecido, onde microporos artificiais aceleram sua evaporação. O corpo fica seco e aquecido.

 

2ª Camada (reter calor, esquentar):

Blusa de Fleece /calça de fleece /meia com algodão /luvas de fleece

 

Fleece= Lã sintética que abriga calor na sua estrutura. Não amassa com facilidade e é de secagem rápida.

 

3ª Camada (impermeabilidade):

Blusa impermeável com capuz /calça impermeável /bota impermeável /Luvas impermeáveis

 

Impermeabilidade= Costuras seladas. Em alguns casos você pode pensar que o anorak (casaco impermeável) está deixando passar água, mas pode ser o seu próprio suor condensado na parede interna. Os produtos que têm melhor desempenho são os que garantem respirabilidade (evitando condensação), por exemplo, usando membrana Gore-Tex* (ou similar). Alguns modelos de jaquetas impermeáveis vêm com um zíper na parte das axilas para garantir uma boa ventilação na região.

 

_backpacking-4.jpg

Imagem 1 de 1

 

* O que é o Gore-Tex?

 

É uma membrana que contem milhares de micro poros, 20.000 vezes menores que uma gota de água, mas 700 vezes maiores que uma molécula de vapor de água. Sendo assim, chuva e a neve não penetram nesta membrana, mas o vapor de água (devido à transpiração), é passado para fora do vestuário, deixando-o respirante. Além disso, geralmente um equipamento feito em Gore-Tex recebe uma ulterior impermeabilização, de modo a que a água da chuva escorra pelo vestuário, não ficando assim retida. Clique aqui e assista o teste em laboratório.

 

Você pode encontrar algumas peças que tenham mais de uma camada juntas. Exemplo: Luva impermeável com fleece interno.

 
 

Seguro de viagem ótimo e barato!

March 14th, 2009 por Eber Guny

Seguro de viagem World Nomads

 

Galera. Eu encontrei a World Nomads quando estava com vontade de fazer uma parceria com alguma empresa que oferecesse o serviço de Seguro de viagem para os leitores.  É claro que para o público mochileiro esta pesquisa precisou ser muito bem feita, pois sempre visamos o melhor custo/benefício em tudo.

 

Foi assim que achei a World Nomads. Este seguro de viagem é largamente indicado pelo guia Lonely Planet e se orgulha de ter nascido com o foco para o público mochileiro. A cobertura é perfeita e você pode até estender o seguro (mesmo durante a viagem), tudo online! A cobertura tem o que o viajante comum precisa e o PREÇO É O MELHOR QUE ACHEI NA INTERNET. Numa viagem de 30 dias pela europa você só vai pagar 75 dólares! Faça o teste!O mais barato que encontrei aqui no Brasil estava saindo por R$250,00 (com cobertura menor do que a World Nomads)

 

O site ainda está em inglês, mas a compra do seguro é super ágil e o atendimento (caso haja necessidade de ligação e emergências no exterior) pode ser feito em português.

 

É bom poder compartilhar esse achado com vocês, pois sei o quanto vale cada centavo numa viagem internacional. Espero que gostem da dica, pois os seguros de viagem mais baratos que achei no Brasil custavam 250 reais e a cobertura era menor do que a World Nomads.

 

Entre no site e faça já uma consulta! (1) Informe que mora no Brasil, (2) a data de início da sua viagem, (3) quantas semanas durará a aventura, e (4) se é um seguro individual (Single)  ou familiar (Family). Pronto! Pressione o Get a Quote e o preço será informado instantâneamente e você poderá pagar no cartão de crédito na hora.

 

Ainda não sei como funciona o envio para o Brasil (custos, etc), talvez tenham algum escritório para emissão no Brasil, mas com certeza você ainda estará no lucro!

 

World Nomads

 

world-nomads-seguro-de-viagem.jpg

Imagem 1 de 1

 
 

Voltando de El Chaltén. (By Vana)

March 12th, 2009 por Eber Guny

fitz.jpg

Imagem 1 de 1

 

No dia seguinte da trilha acordei com muita dor no meu tornozelo, porém Christian, um dos mochileiros do Hostel, era formado em Medicina e me deu a maior força. Olhou meu tornozelo, virou, torceu, me deu um bom relaxante muscular e fez uma pequena tala, e solicitou em alto e bom som que eu poupasse o tornozelo por uns dias, pois senão teria grandes problemas quando voltasse para o Brasil.

 

Fiquei bem chateada, pois a minha intenção era fazer uma das pequenas trilhas para ver mais paisagens bonitas, mas é preciso saber seus limites também. Fiquei meio que de molho no hostel. Então aproveitei para checar a internet, falar com os amigos, e conversar mais com o Niva, um austríaco que falava muito bem o português. Ficamos horas dando risada e conversando. Meu ônibus sairia de El Chaltén as 13hs então tive tempo de conversar também com uns rapazes que estavam se preparando para escalar o cerro solo. Corajosos e engraçados eles!

 

Depois me pus a procurar meus papéis que, como sempre, estavam dentro da maior bagunça na mala, aprendi que preciso ser mais organizada também! Depois de arrumar tudo, sentei no sol e comecei a ler o roteiro que encontrei na internet no site dos mochileiros de um brasileiro que passou 20 dias fazendo um percurso parecido com o meu, só que o dele finalizava em Bariloche, o que era uma boa, mas estava entusiasmada para ir a Santiago e ver o museu de Pablo Neruda.

 

Desci para pegar algo, e dei de cara com a Cassie e Tony se preparando também para pegar o ônibus das 13hs, dai eles resolveram subir e ficar comigo lá em cima perto do sol. Tony tomou um “pseudo banho” no banheiro do hostel e Cassie também foi se refrescar, eles haviam acabado de fazer a trilha que eu levei quase o dia todo anterior para fazer, mas só uma parte pois queriam ver pelo menos o Cerro Torre. Infelizmente por conta de muitas nuvens nem eles e nem nós conseguimos ver.

 

fitz3.jpg

Imagem 1 de 1

 

Sentada no sofá com tempo para pensar senti um aperto no coração, não sei explicar o que foi, estava com saudade e das grandes. Logo, o Tony começou a falar dos meus planos e acabei me entretendo e parei de choramingar. Dai fomos embora, conversando sobre a possibilidade de fazer Torres del Paine. Cassie queria muito que eu fizesse, havia me dito que seria inesquecível. Mas o fato de não ter a barraca e o tornozelo machucado foram as “desculpas” para não fazer.

 

Então para compensar me convidaram para jantar com eles no acampamento, que seria bem próximo do meu. Na volta para El Calafate o céu estava limpo demais, e a tonta aqui havia guardado a câmera na mala grande, na parte de baixo do ônibus. Então não consegui tirar fotos maravilhosas de Fitz Roy e Cerro Torre que vimos do ônibus! Até o Glaciar Viedma foi possível ver! Lindo lindo lindo! Cassie tirou umas 20 fotos e pedi pelo amor de Deus para ela me mandar, pois nunca havia visto coisas tão lindas!

 
 

Trabalhando para esticar a viagem (1)

March 10th, 2009 por Eber Guny

bartending.jpg

Imagem 1 de 1

 

Trabalhar no exterior geralmente é sinônimo de “pagamento baixo” e empregos temporários - como bartending.

 

Um dos maiores obstáculos quando as pessoas começam a pensar em viajar, é a grana. Você tem alguma grana guardada? Você tem o suficiente? Será que você precisa completar a sua renda com trabalhos durante a viagem? E, em caso afirmativo, quanto tempo você pretende trabalhar? Irá obter um visto de trabalho, ou procurar por empregos do tipo “toma-lá-dá-cá”?

 

Estas são questões cruciais para se perguntar no planejamento de uma viagem. E as respostas têm um peso enorme na decisão do tamanho da sua viagem e sobre o que fazer depois de ter embarcado. Primeiro de tudo, o valor que você tem guardado é geralmente o fator determinante de quanto tempo a sua viagem irá durar.

 

Há algumas despesas fixas, tais como passagem aérea e equipamentos para a sua viagem, mas a maioria dos seus recursos serão devorados pelos gastos diários, tais como albergues, transporte, alimentação e entretenimento. Este valor aumenta com o aumento do tempo de viagem, de modo que a duração da sua viagem normalmente é decidida pela construção de um orçamento diário bruto que determinará até onde o seu dinheiro poderá levá-lo (dica: superestime o custo de tudo, apenas por segurança).

 

Como alternativa, se você decidiu fazer uma viagem bastante longa, mas com reservas limitadas, provavelmente deve estar planejando trabalhar durante a viagem. Existem duas maneiras de fazer isto, (1) tirar um visto de trabalho de férias ou (2) procurar empregos que paguem por debaixo dos panos.

 

 

Para tirar um visto de trabalho de férias (Working Holiday Visa)

 

Essa dica é especial para aqueles que sonham em conhecer algum país ou região profundamente e ainda gastando pouco. Até onde eu sei, o único país que emite este visto de trabalho de férias para brasileiros é a Nova Zelândia, mas se você tiver cidadania ou o passaporte de algum outro país pode pesquisar sobre a possibilidade de conseguir este visto para os países afiliados. Brasileiros com cidadania italiana têm conseguido o Working Holiday Visa para trabalhar na Austrália. Parece que os Estados Unidos dão uma oportunidade igual para brasileiros, pois algumas agências de intercâmbio oferecem esse serviço (Trabalho nas férias). Portanto, veja as possibilidades e se tiver a oportunidade tire um visto de trabalho para este período. Trabalhando, você poderá pagar as despesas básicas do dia a dia (geralmente remunera-se 5 ou 6 dólares por hora de trabalho), estará em contato maior com o idioma, as pessoas e a cultura local.

 

Existem regras diferentes em cada país, por isso tenha certeza de que leu todas as letras miúdas antes de se aplicar, mas geralmente você terá o direito a receber uma quantidade limitada de vistos de trabalho de férias em sua vida - em alguns casos, apenas uma única vez – desta forma, planeje trabalhar por pelo menos alguns meses, a fim de tornar isto rentável (financeiramente e como experiência de vida). De qualquer forma, também vale levar em consideração que você ficará por um longo período numa região, por isso evite pegar empregos com carga horária integral. Normalmente, trabalhando no máximo 30 horas semanais você conseguirá cobrir as suas despesas diárias e ainda aproveitará a cidade e as proximidades.

 

Alguns dos países que trabalham com o Working Holiday Visa são:  Argentina, Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Chile, Dinamarca, França, Alemanha, Hong Kong, Irlanda, Itália Japão, Letônia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Coréia do Sul, Singapura, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido.

 

Os tipos de trabalhos comuns são em empresas do ramo do entretenimento e turismo: parques temáticos,  hotéis, resorts, restaurantes, redes de fast-food, etc.

 

banner_aquamare_services_serving.jpg

Imagem 1 de 1

 

Os ganhos que você tiver durante o período que trabalhar serão suficientes para cobrir os seus gastos diários, ou seja, a sua viagem só começará a ser dispendiosa novamente quando você parar de trabalhar e voltar a viajar. Isso pode ser interessante já no começo da viagem para você ganhar mais contato com o idioma, com as pessoas e a cultura local. Além disso, poderá fazer viagens curtas pelas imediações nos dias de folga, conhecendo cidades próximas. Bom, as possibilidades são inúmeras já que você estará com a saída de dinheiro controlada pelo fato de estar trabalhando. Se você tinha dinheiro pra fazer um mochilão de 1 mês, trabalhando 2 meses a sua viagem e experiência internacional aumentarão para 3 meses.

 

Por que ter um visto de trabalho?

 

Bom, muitos empregos “regulares” exigem que você tenha um visto a fim de lhe empregar legalmente. A facilidade nisso é que sendo um trabalhador legalizado, suas possibilidades de conseguir um emprego rapidamente aumentarão graças a maior quantidade de postos de trabalho disponíveis.

 

A desvantagem é que você vai ser tributado sobre o seu salário. Alguns países dão o direito de restituição, mas pode ser um processo demorado.

 

Pagamentos por debaixo dos panos.

 

Se você optar por não aplicar para um visto, vai depender de encontrar um trabalho do tipo “toma-lá-dá-cá”. As vezes essa necessidade pode lhe ocorrer durante a própria viagem. Isto significa que você vai receber o pagamento em dinheiro por qualquer trabalho que fizer e, portanto, não será tributado sobre o seu salário. Estritamente falando, isto é ilegal na maioria dos países, mas é também uma forma corriqueiramente utilizada para ganhar dinheiro extra durante a viagem – concordar ou não com isso é uma decisão pessoal.

 

279_28092008220313.jpg

Imagem 1 de 1

 

Trabalhos desse tipo geralmente são de curta duração e tendem a ser casuais, mas normalmente é possível encontrar um emprego estável que paga o suficiente para financiar o básico (albergue, comida e divertimento).

 

Encontrar estes tipos trabalhos (cash-in-hand) é um pouco mais difícil, pois não podem ser divulgados através de canais regulares como anúncios ou mensagens on-line. Quadros de avisos dos albergues são um ótimo campo de pesquisas, tal como conversar bastante com outros viajantes - quando eles continuam a viagem, muitas vezes deixam um rastro de vagas de emprego em aberto. Essa é a hora de fazer contatos e aproveitar as oportunidades.

 

Uma última dica: tenha a mente aberta. Os empregos que você tiver durante a viagem não precisam ser para fazer carreira ou encher sua vida de trabalho; eles têm apenas que pagar o suficiente para te alimentar e dar abrigo durante a sua prazerosa estadia naquela cidade.

 

É sempre melhor recorrer à trabalhos que você tem experiência, interesse e talento, mas se for necessário, não tenha medo de sair da zona de conforto e tentar algo novo.

 

Aproveite e leia também: Trabalhando para esticar a viagem 2

 

 
 

Atenção Youtubers! Nosso novo Canal de Vídeos no Youtube.

March 10th, 2009 por Eber Guny

Já está no ar o novo canal de vídeos dos Mochileiros Sem Fronteiras no Youtube.

 

Visite a nossa nova casa e aproveite para se inscrever e acompanhar as novas postagens de vídeos de viagem.

 

youtube.jpg

Imagem 1 de 1

 

 

Firefox