Um natal mochileiro

December 24th, 2009 por Eber Guny

 

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Quase sempre recebo perguntas de pessoas que nunca fizeram um mochilão, mas estão fascinadas com a idéia de poder viajar de forma mais selvagem pelo mundo. Posso ler nas entrelinhas dessas dúvidas que chegam até mim “Qual é a receita?”

 

Alguns mochileiros parecem cercados por uma áurea de liberdade, regras e padrões rompidos, clandestinidade, emoção, descoberta, imprevisibilidade, irreverência… E para felicidade de todos, isso é a mais pura verdade, acontece mesmo, mas não em todos os casos.

 

Apenas alguns mochileiros atingem este estágio de total desprendimento, independência e por que não dizer, elegância. Sim, essas pessoas que dominam o perfil “eu me basto e estou de peito aberto pro mundo” podem parecer arrogantes, mas não se engane, são o oposto. Ou, posso dizer, se tornaram apenas quem eles realmente são. Seres de pensamento livre e vida ricamente simples.

 

É por isso que quando me pedem “a receita” para ser um mochileiro, eu fico meio sem resposta. A jornada é pessoal, uma evolução de pensamentos, jeitos e maneiras de encarar a vida, os problemas, o mundo onde se vive. A única coisa que pode acelerar esse processo é o máximo de desprendimento possível. Arriscar enxergar o mundo através de outros prismas, abraçar o novo com o mínimo de pré-conceitos e não ter vergonha de muitas vezes sentir medo, bastante medo por isso, afinal, não é algo fácil de ser praticado como se mascássemos um chiclete.

 

Seja sincero consigo mesmo, experimente coisas novas, caminhos diferentes. Muitas vezes você chegará a conclusão que é muita idiotice fazer “tal coisa”, pinta aquela vergonha, daí é bem provável que esteja no caminho certo, o caminho da realização de coisas memoráveis. Logo, não se limite apenas ao que é confortável. Estimule a curiosidade e faça disso um hábito. Logo você estará dançando como nunca antes, surfando secret spots, ajudando pessoas, encarando matas fechadas para chegar numa praia deserta paradisíaca, tocando algum instrumento exótico, e tantas outras coisas que lhe farão sentir muito vivo. É lógico que quase sempre você precisará fazer isso sozinho, pois nem todos estão na mesma sintonia que você. Este é o seu momento. É aí que começa todo o processo. Você passa a ter afinidade consigo mesmo, com o seu corpo, com a sua mente, com os seus sentimentos.

 

Mochileiro? O que é isso?

 

A minha resposta passou a ser: Aquele que encara os próprios medos em busca das mais diferentes sensações e experiências. Erra, falha, acerta, cai, levanta, arrepende-se, emociona-se, fica irritado, tem um ataque de risos… Arrisca-se… vive!

 

Feliz natal e um 2010 cheio de viagens para todos!

 

 
 

“Como se não tivessem vivido”

July 10th, 2009 por Eber Guny

 

Aê pessoal! Vai aí um vídeo pra dar um fôlego a mais no dia de vocês. Esse é o tipo de vídeo para passar para aqueles amigos que estão cansados da rotina e querem fazer alguma coisa realmente especial nas suas vidas. Algo para refletir hoje e sempre…

 

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Vestuário para mochilão no inverno.

June 10th, 2009 por Eber Guny

 

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Mesmo no Inverno, muitos de nós não perdemos a oportunidade de nos mantermos nas aventuras pelo mundo.

 

Porém, quando o frio apertar e a chuva ameaçar encharcar é melhor estarmos preparados com os equipamentos essenciais para não transformarmos bons momentos em um martírio.

 

Deixemos assim as desculpas e vamos nos equipar corretamente para enfrentar os dias frios e/ou chuvosos que o Inverno nos oferece.

 

Nestas situações, prepare-se para virar uma cebola e vestir-se em camadas!

 

1ª Camada (deixar a pele seca, equilíbrio da temperatura do corpo):

Camisa Underwear /calça Underwear /meia Underwear /luva Underwear

 

Underwear= Também conhecida como “Segunda Pele” é usada em contato direto com a pele, grudada mesmo. Ela é como uma pele extra (muito útil em certas condições climáticas). Possui tramas especiais cuja superfície interna absorve o suor da pele transportado-o para a camada externa do tecido, onde microporos artificiais aceleram sua evaporação. O corpo fica seco e aquecido.

 

2ª Camada (reter calor, esquentar):

Blusa de Fleece /calça de fleece /meia com algodão /luvas de fleece

 

Fleece= Lã sintética que abriga calor na sua estrutura. Não amassa com facilidade e é de secagem rápida.

 

3ª Camada (impermeabilidade):

Blusa impermeável com capuz /calça impermeável /bota impermeável /Luvas impermeáveis

 

Impermeabilidade= Costuras seladas. Em alguns casos você pode pensar que o anorak (casaco impermeável) está deixando passar água, mas pode ser o seu próprio suor condensado na parede interna. Os produtos que têm melhor desempenho são os que garantem respirabilidade (evitando condensação), por exemplo, usando membrana Gore-Tex* (ou similar). Alguns modelos de jaquetas impermeáveis vêm com um zíper na parte das axilas para garantir uma boa ventilação na região.

 

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* O que é o Gore-Tex?

 

É uma membrana que contem milhares de micro poros, 20.000 vezes menores que uma gota de água, mas 700 vezes maiores que uma molécula de vapor de água. Sendo assim, chuva e a neve não penetram nesta membrana, mas o vapor de água (devido à transpiração), é passado para fora do vestuário, deixando-o respirante. Além disso, geralmente um equipamento feito em Gore-Tex recebe uma ulterior impermeabilização, de modo a que a água da chuva escorra pelo vestuário, não ficando assim retida. Clique aqui e assista o teste em laboratório.

 

Você pode encontrar algumas peças que tenham mais de uma camada juntas. Exemplo: Luva impermeável com fleece interno.

 
 

Seguro de viagem ótimo e barato!

March 14th, 2009 por Eber Guny

Seguro de viagem World Nomads

 

Galera. Eu encontrei a World Nomads quando estava com vontade de fazer uma parceria com alguma empresa que oferecesse o serviço de Seguro de viagem para os leitores.  É claro que para o público mochileiro esta pesquisa precisou ser muito bem feita, pois sempre visamos o melhor custo/benefício em tudo.

 

Foi assim que achei a World Nomads. Este seguro de viagem é largamente indicado pelo guia Lonely Planet e se orgulha de ter nascido com o foco para o público mochileiro. A cobertura é perfeita e você pode até estender o seguro (mesmo durante a viagem), tudo online! A cobertura tem o que o viajante comum precisa e o PREÇO É O MELHOR QUE ACHEI NA INTERNET. Numa viagem de 30 dias pela europa você só vai pagar 75 dólares! Faça o teste!O mais barato que encontrei aqui no Brasil estava saindo por R$250,00 (com cobertura menor do que a World Nomads)

 

O site ainda está em inglês, mas a compra do seguro é super ágil e o atendimento (caso haja necessidade de ligação e emergências no exterior) pode ser feito em português.

 

É bom poder compartilhar esse achado com vocês, pois sei o quanto vale cada centavo numa viagem internacional. Espero que gostem da dica, pois os seguros de viagem mais baratos que achei no Brasil custavam 250 reais e a cobertura era menor do que a World Nomads.

 

Entre no site e faça já uma consulta! (1) Informe que mora no Brasil, (2) a data de início da sua viagem, (3) quantas semanas durará a aventura, e (4) se é um seguro individual (Single)  ou familiar (Family). Pronto! Pressione o Get a Quote e o preço será informado instantâneamente e você poderá pagar no cartão de crédito na hora.

 

Ainda não sei como funciona o envio para o Brasil (custos, etc), talvez tenham algum escritório para emissão no Brasil, mas com certeza você ainda estará no lucro!

 

World Nomads

 

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Voltando de El Chaltén. (By Vana)

March 12th, 2009 por Eber Guny

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No dia seguinte da trilha acordei com muita dor no meu tornozelo, porém Christian, um dos mochileiros do Hostel, era formado em Medicina e me deu a maior força. Olhou meu tornozelo, virou, torceu, me deu um bom relaxante muscular e fez uma pequena tala, e solicitou em alto e bom som que eu poupasse o tornozelo por uns dias, pois senão teria grandes problemas quando voltasse para o Brasil.

 

Fiquei bem chateada, pois a minha intenção era fazer uma das pequenas trilhas para ver mais paisagens bonitas, mas é preciso saber seus limites também. Fiquei meio que de molho no hostel. Então aproveitei para checar a internet, falar com os amigos, e conversar mais com o Niva, um austríaco que falava muito bem o português. Ficamos horas dando risada e conversando. Meu ônibus sairia de El Chaltén as 13hs então tive tempo de conversar também com uns rapazes que estavam se preparando para escalar o cerro solo. Corajosos e engraçados eles!

 

Depois me pus a procurar meus papéis que, como sempre, estavam dentro da maior bagunça na mala, aprendi que preciso ser mais organizada também! Depois de arrumar tudo, sentei no sol e comecei a ler o roteiro que encontrei na internet no site dos mochileiros de um brasileiro que passou 20 dias fazendo um percurso parecido com o meu, só que o dele finalizava em Bariloche, o que era uma boa, mas estava entusiasmada para ir a Santiago e ver o museu de Pablo Neruda.

 

Desci para pegar algo, e dei de cara com a Cassie e Tony se preparando também para pegar o ônibus das 13hs, dai eles resolveram subir e ficar comigo lá em cima perto do sol. Tony tomou um “pseudo banho” no banheiro do hostel e Cassie também foi se refrescar, eles haviam acabado de fazer a trilha que eu levei quase o dia todo anterior para fazer, mas só uma parte pois queriam ver pelo menos o Cerro Torre. Infelizmente por conta de muitas nuvens nem eles e nem nós conseguimos ver.

 

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Sentada no sofá com tempo para pensar senti um aperto no coração, não sei explicar o que foi, estava com saudade e das grandes. Logo, o Tony começou a falar dos meus planos e acabei me entretendo e parei de choramingar. Dai fomos embora, conversando sobre a possibilidade de fazer Torres del Paine. Cassie queria muito que eu fizesse, havia me dito que seria inesquecível. Mas o fato de não ter a barraca e o tornozelo machucado foram as “desculpas” para não fazer.

 

Então para compensar me convidaram para jantar com eles no acampamento, que seria bem próximo do meu. Na volta para El Calafate o céu estava limpo demais, e a tonta aqui havia guardado a câmera na mala grande, na parte de baixo do ônibus. Então não consegui tirar fotos maravilhosas de Fitz Roy e Cerro Torre que vimos do ônibus! Até o Glaciar Viedma foi possível ver! Lindo lindo lindo! Cassie tirou umas 20 fotos e pedi pelo amor de Deus para ela me mandar, pois nunca havia visto coisas tão lindas!

 

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