Voltando de El Chaltén. (By Vana)
No dia seguinte da trilha acordei com muita dor no meu tornozelo, porém Christian, um dos mochileiros do Hostel, era formado em Medicina e me deu a maior força. Olhou meu tornozelo, virou, torceu, me deu um bom relaxante muscular e fez uma pequena tala, e solicitou em alto e bom som que eu poupasse o tornozelo por uns dias, pois senão teria grandes problemas quando voltasse para o Brasil.
Fiquei bem chateada, pois a minha intenção era fazer uma das pequenas trilhas para ver mais paisagens bonitas, mas é preciso saber seus limites também. Fiquei meio que de molho no hostel. Então aproveitei para checar a internet, falar com os amigos, e conversar mais com o Niva, um austríaco que falava muito bem o português. Ficamos horas dando risada e conversando. Meu ônibus sairia de El Chaltén as 13hs então tive tempo de conversar também com uns rapazes que estavam se preparando para escalar o cerro solo. Corajosos e engraçados eles!
Depois me pus a procurar meus papéis que, como sempre, estavam dentro da maior bagunça na mala, aprendi que preciso ser mais organizada também! Depois de arrumar tudo, sentei no sol e comecei a ler o roteiro que encontrei na internet no site dos mochileiros de um brasileiro que passou 20 dias fazendo um percurso parecido com o meu, só que o dele finalizava em Bariloche, o que era uma boa, mas estava entusiasmada para ir a Santiago e ver o museu de Pablo Neruda.
Desci para pegar algo, e dei de cara com a Cassie e Tony se preparando também para pegar o ônibus das 13hs, dai eles resolveram subir e ficar comigo lá em cima perto do sol. Tony tomou um “pseudo banho” no banheiro do hostel e Cassie também foi se refrescar, eles haviam acabado de fazer a trilha que eu levei quase o dia todo anterior para fazer, mas só uma parte pois queriam ver pelo menos o Cerro Torre. Infelizmente por conta de muitas nuvens nem eles e nem nós conseguimos ver.
Sentada no sofá com tempo para pensar senti um aperto no coração, não sei explicar o que foi, estava com saudade e das grandes. Logo, o Tony começou a falar dos meus planos e acabei me entretendo e parei de choramingar. Dai fomos embora, conversando sobre a possibilidade de fazer Torres del Paine. Cassie queria muito que eu fizesse, havia me dito que seria inesquecível. Mas o fato de não ter a barraca e o tornozelo machucado foram as “desculpas” para não fazer.
Então para compensar me convidaram para jantar com eles no acampamento, que seria bem próximo do meu. Na volta para El Calafate o céu estava limpo demais, e a tonta aqui havia guardado a câmera na mala grande, na parte de baixo do ônibus. Então não consegui tirar fotos maravilhosas de Fitz Roy e Cerro Torre que vimos do ônibus! Até o Glaciar Viedma foi possível ver! Lindo lindo lindo! Cassie tirou umas 20 fotos e pedi pelo amor de Deus para ela me mandar, pois nunca havia visto coisas tão lindas!
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