Um natal mochileiro
Quase sempre recebo perguntas de pessoas que nunca fizeram um mochilão, mas estão fascinadas com a idéia de poder viajar de forma mais selvagem pelo mundo. Posso ler nas entrelinhas dessas dúvidas que chegam até mim “Qual é a receita?”
Alguns mochileiros parecem cercados por uma áurea de liberdade, regras e padrões rompidos, clandestinidade, emoção, descoberta, imprevisibilidade, irreverência… E para felicidade de todos, isso é a mais pura verdade, acontece mesmo, mas não em todos os casos.
Apenas alguns mochileiros atingem este estágio de total desprendimento, independência e por que não dizer, elegância. Sim, essas pessoas que dominam o perfil “eu me basto e estou de peito aberto pro mundo” podem parecer arrogantes, mas não se engane, são o oposto. Ou, posso dizer, se tornaram apenas quem eles realmente são. Seres de pensamento livre e vida ricamente simples.
É por isso que quando me pedem “a receita” para ser um mochileiro, eu fico meio sem resposta. A jornada é pessoal, uma evolução de pensamentos, jeitos e maneiras de encarar a vida, os problemas, o mundo onde se vive. A única coisa que pode acelerar esse processo é o máximo de desprendimento possível. Arriscar enxergar o mundo através de outros prismas, abraçar o novo com o mínimo de pré-conceitos e não ter vergonha de muitas vezes sentir medo, bastante medo por isso, afinal, não é algo fácil de ser praticado como se mascássemos um chiclete.
Seja sincero consigo mesmo, experimente coisas novas, caminhos diferentes. Muitas vezes você chegará a conclusão que é muita idiotice fazer “tal coisa”, pinta aquela vergonha, daí é bem provável que esteja no caminho certo, o caminho da realização de coisas memoráveis. Logo, não se limite apenas ao que é confortável. Estimule a curiosidade e faça disso um hábito. Logo você estará dançando como nunca antes, surfando secret spots, ajudando pessoas, encarando matas fechadas para chegar numa praia deserta paradisíaca, tocando algum instrumento exótico, e tantas outras coisas que lhe farão sentir muito vivo. É lógico que quase sempre você precisará fazer isso sozinho, pois nem todos estão na mesma sintonia que você. Este é o seu momento. É aí que começa todo o processo. Você passa a ter afinidade consigo mesmo, com o seu corpo, com a sua mente, com os seus sentimentos.
Mochileiro? O que é isso?
A minha resposta passou a ser: Aquele que encara os próprios medos em busca das mais diferentes sensações e experiências. Erra, falha, acerta, cai, levanta, arrepende-se, emociona-se, fica irritado, tem um ataque de risos… Arrisca-se… vive!
Feliz natal e um 2010 cheio de viagens para todos!
Tags: aproveitar a vida, curtir a vida, filosofia de vida, mochilao, viajar, viver intensamente, volta ao mundo
24/12/09 às %19:%Dec
Essa ‘Filosofia Mochileira’ me encanta!
Um Feliz Natal!
;*
29/12/09 às %10:%Dec
Ola’ Eber,
Faco as palavras da Natalia as minhas… Ja’ estava com saudades dos posts aqui no mochilao sem Fronteira.
Feliz Navidad (Atrasado) y Feliz Año nuevo!
Abracos!
31/05/10 às %02:%May
Oláa—
Como é linda essa roda gigante!!! Se chama Planeta Terra.
Amigos mochileros, quem me dera houvesse conhecido vcs antes…
bom sou um mais que, outrora via a terra como esfera oca sem sentido,
mas um chá de mochila me trouxe a real manera de viver. Tal como vcs:
mochileiro nato.
Espero poder compartilhar algo.
Explorei algo de Europa, toda south American e Caribe, mas algo me diz que não conheço nem a terra das minhas unhas.
Bjs.
www.omundodemarlon.blogger.com.br (demora abrir, blog de pobre)
marlonletras@hotmail.com
02/06/10 às %09:%Jun
Olá,
Fui inspirada por essa filosofia e pelas viagens do Eber. Posso confirmar que não existe sensação melhor do que essa de mochilar pelo mundo. Existe sentimentos e sensações dentro de nós que são despertados de uma forma incrível onde a única coisa que pode nos limitar é a nossa própria mente.
Fiz meu primeiro mochilão e agradeço a todos os mochileiros de plantão e a Deus por cada momento vivido.
Abraço a todos os que são e aos que almejam um dia ser mochileiros.