Voltando de El Chaltén. (By Vana)
Thursday, March 12th, 2009
No dia seguinte da trilha acordei com muita dor no meu tornozelo, porém Christian, um dos mochileiros do Hostel, era formado em Medicina e me deu a maior força. Olhou meu tornozelo, virou, torceu, me deu um bom relaxante muscular e fez uma pequena tala, e solicitou em alto e bom som que eu poupasse o tornozelo por uns dias, pois senão teria grandes problemas quando voltasse para o Brasil.
Fiquei bem chateada, pois a minha intenção era fazer uma das pequenas trilhas para ver mais paisagens bonitas, mas é preciso saber seus limites também. Fiquei meio que de molho no hostel. Então aproveitei para checar a internet, falar com os amigos, e conversar mais com o Niva, um austríaco que falava muito bem o português. Ficamos horas dando risada e conversando. Meu ônibus sairia de El Chaltén as 13hs então tive tempo de conversar também com uns rapazes que estavam se preparando para escalar o cerro solo. Corajosos e engraçados eles!
Depois me pus a procurar meus papéis que, como sempre, estavam dentro da maior bagunça na mala, aprendi que preciso ser mais organizada também! Depois de arrumar tudo, sentei no sol e comecei a ler o roteiro que encontrei na internet no site dos mochileiros de um brasileiro que passou 20 dias fazendo um percurso parecido com o meu, só que o dele finalizava em Bariloche, o que era uma boa, mas estava entusiasmada para ir a Santiago e ver o museu de Pablo Neruda.
Desci para pegar algo, e dei de cara com a Cassie e Tony se preparando também para pegar o ônibus das 13hs, dai eles resolveram subir e ficar comigo lá em cima perto do sol. Tony tomou um “pseudo banho” no banheiro do hostel e Cassie também foi se refrescar, eles haviam acabado de fazer a trilha que eu levei quase o dia todo anterior para fazer, mas só uma parte pois queriam ver pelo menos o Cerro Torre. Infelizmente por conta de muitas nuvens nem eles e nem nós conseguimos ver.
Sentada no sofá com tempo para pensar senti um aperto no coração, não sei explicar o que foi, estava com saudade e das grandes. Logo, o Tony começou a falar dos meus planos e acabei me entretendo e parei de choramingar. Dai fomos embora, conversando sobre a possibilidade de fazer Torres del Paine. Cassie queria muito que eu fizesse, havia me dito que seria inesquecível. Mas o fato de não ter a barraca e o tornozelo machucado foram as “desculpas” para não fazer.
Então para compensar me convidaram para jantar com eles no acampamento, que seria bem próximo do meu. Na volta para El Calafate o céu estava limpo demais, e a tonta aqui havia guardado a câmera na mala grande, na parte de baixo do ônibus. Então não consegui tirar fotos maravilhosas de Fitz Roy e Cerro Torre que vimos do ônibus! Até o Glaciar Viedma foi possível ver! Lindo lindo lindo! Cassie tirou umas 20 fotos e pedi pelo amor de Deus para ela me mandar, pois nunca havia visto coisas tão lindas!





